Por Rosenwal Ferreira: Elias Vaz, o vereador do ano
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Na babel de mediocridades que normalmente assola a classe política, às vezes surgem personagens que imprimem ações qualificadas que fogem da irritante mesmice. Mesmo os que não gostam de seu perfil ideológico admitem que o vereador Elias Vaz representou um saudável farol no exercício da fiscalização do executivo. Praticamente sozinho, com garra e denúncias pontuais, deu o tom e mostrou o quanto é necessário questionar o uso que se faz do dinheiro do contribuinte.
Mostrou, de forma clara, que é possível incomodar os poderosos de plantão mesmo sendo membro de um partido pequeno. O PSOL em Goiás não tem força no poder, sobrevive com verbas minguadas e ao contrário de agremiações da esquerda festiva, não mama nas generosas tetas que jorram verbas nos conchavos dos bastidores.
Em um momento em que atuações políticas, em todas as esferas do poder, se pautam em negociatas, troca de favores, barganhas de cargos e abusivos leilões em áreas de interesse público, nada como ter um representante que não se curva a sinecuras que se oferece a granel.
Quem tem um mínimo de conhecimento das vísceras do poder, sabe que ele se manteve reto. Não jogou para a platéia no teatro das operações de interesses contrariados. Os boatos de que estaria fazendo o jogo de A ou B se derreteram na realidade. Está de parabéns.
Elias Vaz realizou seu trabalho com ética e coerência. Dignificou, como poucos, o seu contra-cheque na Câmara Municipal de Goiânia. O mais importante é que não agiu apenas no espirro das acusações estilo "sou do contra". Patenteou contribuições mostrando bom senso. Seu projeto que fez diminuir a carga tributária na transferência de imóveis foi importante para elevar o cacife eleitoral do prefeito Paulo Garcia.
Em minha análise, ele se redimiu de erros históricos como a bobagem do transporte alternativo, mostrando que é possível adquirir maturidade. Certamente vai colher os frutos de um trabalho bem feito. Sem radicalismos pueris, se junta ao time dos bons. Sua atuação merece destaque e registro. Até para incentivar outros colegas a dar sequência no mesmo trilho. No arremate, é bom salientar a corajosa posição de Djalma Araújo, que manteve firme posições éticas pessoais, deixando o cargo de líder para não compactuar com o imbróglio do "mutretama". Uma quizila que ainda vai render em 2012. Anotem.

