ELIAS PEDE POLÍCIA PARA INVESTIGAR CORRUPÇÃO NA SECULT

De acordo com a denúncia do vereador Elias Vaz, vários fatos e documentos apontam para o envolvimento formal do Diretor administrativo e financeiro da Secretaria Municipal de Cultura de Goiânia (Secult), Wilson Ribeiro da Costa, com a empresa Mega Star's Promoções e Eventos, que prestou serviços de locação de som para a Secretaria entre 2007e 2009. A empresa faturou 1,5 milhão de reais nesse período, com dispensa de licitação.

 

Elias Vaz vai levar o caso ao conhecimento da Polícia Civil, nesta quarta-feira (19/01), às 10h. O encontro está marcado com Dr. Jerônimo Rodrigues Borges, na Delegacia Estadual de Repressão a Crimes contra a Administração Pública (DECARP) . "Há algum tempo essas informações correm nos bastidores, agora conseguimos comprovar o vínculo formal do diretor com essa empresa" explicou Elias. Para o vereador, ao que tudo indica houve um esquema de beneficiamento para tirar proveito em contratos públicos. "Além de beneficiar empresa da qual tinha estreita ligação, o diretor também realizou procedimento irregular ao burlar a lei para dispensar a licitação por meio do fracionamento dos contratos que no total somam cerca de 1 milhão e meio" afirmou Elias Vaz.

 

 ENTENDA

 Em outubro de 2006 a Mega Star’s locou imóvel da Bambuí no Jardim Ana Lúcia, em Goiânia. O avalista da Mega Star’s é justamente o Sr. Wilson Ribeiro, diretor financeiro da Secult. Menos de 3 meses depois, em janeiro de 2007, o diretor contratou a empresa para prestar serviços para a secretaria, com dispensa de licitação.  "É sabido que para ser fiador, só pode ser alguém de íntima relação, esse é um sinal claro do envolvimento do Wilson com essa empresa que foi contratada com dispensa de licitação. O favorecimento ficou evidente" destacou o vereador.

O contrato da Mega Star’s com a prefeitura se encerrou em  julho de 2009 e a locação do imóvel no Jardim Ana Lúcia também se encerrou em agosto de 2009, ou seja, a empresa teve sua atividade do início que prestou o serviço para a prefeitura até o momento que se encerra o contrato. Segundo Elias Vaz, aparentemente, essa empresa teria sido criada apenas para realizar esses contratos.

Diretor seria o dono da empresa - Posteriormente, em 2010, há um problema jurídico na locação do imóvel. A Bambuí move ação contra o proprietário formal da Mega Star’s, Sr. Antonio Dias da Silva, para cobrar pagamentos atrasados. Porém, quem responde o processo na prática é o Sr. Wilson Ribeiro, avalista da empresa, porque o proprietário não teria sido encontrado pela justiça. O vereador Elias Vaz questiona o porquê, em momento algum da ação judicial, o Sr. Wilson reclamou que o pagamento caberia ao proprietário da empresa, já que ele era fiador de boa fé. "O Wilson negocia e paga como se verdadeiramente fosse a parte legítima, o dono da empresa. Ao que parece, era isso mesmo que ocorria na prática" ressaltou Elias Vaz.       

RELAÇÃO COM JOÃO BATISTA CORDEIRO

Na ação judicial movida pela Bambuí, o advogado  de Wilson Ribeiro é João Batista Cordeiro, servidor efetivo da Secult que ocupava o cargo de Procurador da Pasta. João Batista  foi denunciado pelo vereador Elias Vaz em agosto de 2011 por manter duas empresas, onde consta como sócio administrador, ilegalmente prestando serviço para a prefeitura, sendo - Terra Postal Comunicação, Serviços e Empreendimentos e a Agenda Comunicação e Empreendimento . As duas empresas faturaram mais de 400 mil reais da Prefeitura em 2010.

 

Coincidentemente, nesse período em que advogou para o Sr. Wilson, essas duas empresas ligadas a João Batista, passam a prestar o serviço para a prefeitura no lugar da Mega Star’s. O vereador acredita que, em tese, houve um desentendimento entre o Wilson Ribeiro e o proprietário formal da Mega star’s, a partir daí teriam entrado no esquema as empresas cujo sócio administrador é João Batista, advogado do Wilson.  "Está claro o envolvimento do João Batista nesse negócio, levando-se em conta que ele era advogado do processo e, posteriormente, suas empresas ocuparam o lugar da Mega Star’s, antes ligada ao seu cliente Wilson Ribeiro" afirmou o vereador.

Elias Vaz também questiona que o Secretário Kléber Adorno não tenha tomado conhecimento de tais fatos. "As denúncias contra Wilson são de longa data, tanto formais quantos nos bastidores. Não entendo porque ele não foi exonerado e investigado formalmente. Sinceramente, é difícil acreditar que o Secretário Kléber Adorno não sabia desses fatos, ele não é uma pessoa tão ingênua ao ponto de não perceber várias irregularidades à sua volta, inclusive já denunciadas" finalizou Elias.

 
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